quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Capítulo 16: A Mesopotâmia após o Período Sumério



Conteúdo

1- Império Acádio ou de Sargão I (2550-1250 a.C.)

 As contínuas guerras entre as cidades-estado da Suméria enfraqueceram as suas estruturas e prepararam o caminho à invasão de toda a Mesopotâmia. Em primeiro lugar chegaram grupos nómadas de origem semita, vindos do deserto da Síria por volta de 2550 a.C. que começaram a minar o império sumério.

Por volta do ano 2375 a.C. o soberano Lugal-zage-si, de Uruk, conseguiu unificar as cidades sumérias, embora somente um século depois  o rei da cidade de Acádia, Sargão I, tenha conseguido conquistar a maior parte das cidades sumérias. Este chegou, inclusive, a dominar até ao Mar Mediterrânea e à Anatólia. Daqui o nome “Acádios” ter sido dado não só aos habitantes da cidade de Acádia, mas também aos habitantes de todo os seu território ocupado.

Senhores destes territórios, os Acádios partiram pela margem esquerda do rio Eufrates, conquistando o território que se encontrava entre a cidade de Sippar e a cidade de Kish. Para melhor controlarem os territórios subjugados, utilizaram o sistema tributário, isto é, conservaram no poder das cidades-estado por eles ocupadas os seus governantes originais, sob a condição de estes pagarem pesados tributos de vassalagem ao rei de Acádia.

Cidades-estado da Acádia e império de Sargão I[1]
 
 Criaram, depois, novos estados como Isin, Larsa e Babilónia, sendo constituída a cidade de Acádia o centro do império, cuja estrutura sociopolítica foi alicerçada nos moldes do império suméri. Foi tal o desenvolvimento deste império Acádio que Sargão I foi considerado e reconhecido como o “soberano dos quatro cantos da terra”.

Território sob o domínio dos Acádios, de Sargon I, de Naram-Sin e de Sharkalisami[2]

Sob o ponto de vista religioso

Da fusão de tantos povos e culturas, não seria de esperar outra coisa, no campo religioso, senão a aceitação e divulgação do politeísmo, em grande escala, visto que seria muito difícil, ou mesmo impossível, erradicar das mentes dos indivíduos e dos grupos étnicos, as suas crenças e os seus métodos ritualistas respectivos. Por outro lado, seria, igualmente difícil e quase impossível não serem adoptados os deuses e cultos dos povos vencedores. Esta situação de hegemonia acádica durou sensivelmente até ao ano 2000 a.C.

2- Império Amorrita ou primeiro babilónico

Devido, porém, às rixas internas e às invasões de grupos nómadas, vindos do deserto, os Acádios foram vencidos e substituídos pelos Amorreus, cerca do ano 2000 a.C. que, também, eram semitas e vieram do deserto da Arábia. Estes últimos conseguiram fundar o 1º Império Babilónico que se estendeu desde o Golfo Pérsico até aos Montes Zagros, numa extensão de cerca de 1500km que, segundo a geografia actual, ia do noroeste do Irão até ao Estreito de Ormuz.

Mapa topográfico do Irão, com as Montanhas de Zagros[3].

Os Montes Zagros, a Oeste e a Anatólia, Mediterrâneo, Fenícia, Canaan e Palestina a Este, delimitam o célebre Crescente Fértil de que tanto se fala na Bíblia Hebraica, sobretudo quando se refere à origem do Povo Hebreu, uma vez que “Ur de Caldeia teria sido a pátria de Abraão, segundo Gen. 11,27-32). A razão pela qual toda esta zona ficou a ser conhecida pelo nome de “Crescente Fértil” deve-se ao facto de ter sido sempre considerada uma zona fecunda e possuidora de uma civilização avançada, na antiguidade.
 Crescente fértil, Corredor Sírio, a Mesopotâmia e os Montes Zagros[4]
 

Durante o Império Babilónico e sob o governo de Hamurabi, a partir do ano 1792 a.C., toda a Baixa Mesopotâmia foi conquistada, vindo as conquistas a prolongar-se a toda a Mesopotâmia que ficou unificada no século XVIII. Passou, então, a ser administrada por Hamurabi por um período que durou quase meio século.
Império Babilónico no tempo de Hammurabi[5]
Os Montes Zagros e o seu oposto, os Montes Tauro[6]
A sua administração criou e seguiu o célebre "Código de Hamurabi" que foi considerado o primeiro Código escrito da história. Baseou-se no Direito Sumério, muito provavelmente no Código de Ur-Nammu, e teve como objectivo solidificar o seu Império. Este Código, composto por centenas de leis, viria a influenciar futuras civilizações e nele se encontra a Lei do Talião que vamos reencontrar na Bíblia Hebraica.

3- Império dos Cassitas (1531 a.C.- 1155 ou 1100 a.C.)


Os Cassitas constituíam uma tribo do Antigo Oriente que controlou o império babilónico, cerca de 1531 a.C. Chegaram ao Oeste do Irão por volta do ano 1800 a.C. e, cerca do ano 1531, chegaram a Babilónia, através dos Montes Zagros, atacando o reinado do filho de Hamurabi, Samsu-iluna, que reinou entre os anos 1686 – 1648 a.C.
Império Cassita[7]
O reinado dos Cassitas durou sensivelmente até ao ano 1155 a. C., altura em que foram vencidos pelos Elamitas[8].  
Detalhe de um selo cilíndrico Cassita[9].

4- Império Hurrita (1600- 1350/1200? a.C.

 Os Hurritas[10] fundaram e dominaram o reino de Mitani entre os anos 1600  –  1150 a.C. Este reino compreendia o norte da região do rio Khabur (afluente do Eufrates), o curso superior do Tigris e o sopé dos montes do planalto iraniano ocidental, o Sudoeste da Turquia actual e os planaltos e montanhas fronteiriças dos actuais Irão e Iraque. 

Auto-denominavam-se Hurri, sendo deste apelido que veio o nome moderno de Hurritas e tinham o mesmo sangue dos Urartianos, habitantes do lago Arsissa ou Vana (o actual Lago Van), situado a Leste da Turquia.
Reino de Mitani[11]

Falavam uma língua própria chamada hurro-urartiana que não pertencia, nem à família linguística indo-europeia, nem à língua semita. Aparentava-se mais, porém, com o indo-ariano ou Índico, do norte da Índia. Por isso, talvez pertençam (pelo menos de algum modo), ao grupo haryani ou aryani dos quais fazem parte tanto os iranianos, como os indianos do norte da Península indiana.

Os Hurritas, seguindo o exemplo dos cassitas e hititas na sua invasão à Mesopotâmia, consolidaram, primeiro, o reino de Mitani, e a região no extremo norte da Mesopotâmia, elevando a cidade de Nuzi a Capital e, de seguida, conquistaram Washukanni. Também a Assíria, debilitada como estava em consequência dos ataques que sofrera 75 anos antes, por parte dos cassitas, se tornou presa fácil para os hurritas que a anexaram ao seu nascente império.

Após a anexação da Assíria, os hurritas passaram a cobiçar o Norte da Mesopotâmia à qual expandiram os seus ataques, aproveitando o facto de os Cassitas não mostrarem interesse nessa região, mas sim na Acádia e na Suméria, ou seja, em todo o sul da Mesopotâmia.

Bons e entusiastas criadores de cavalos (animais raros e quase desconhecidos entre os semitas), introduziram a sua criação e o seu uso entre os semitas principalmente como arma de ataque durante os seus constantes ataques à terra de Sinear e durante as suas invasões. O termo Sinar, Sinear ou, menos frequentemente, Shinar, (em hebraico שנער; na Septuaginta, Σεναάρ, Senaar) é uma designação de característica ampla, aplicada à Mesopotâmia, aparecendo 8 vezes na Bíblia Hebraica  No livro do Génesis (cap. 10:10), relata-se que o início do reino de Nimrod   compreendia "Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar”.

A partir dos séculos XIV e XIII a.C. os Hurritas começaram a enfraquecer e a ser conquistados e absorvidos, quer pelos hititas a noroeste, quer pelos assírios a sudeste, chegando a desaparecer a sua língua nos registos cuneiformes, por volta do ano 1200 a.C. Segundo alguns autores modernos, os Curdos actuais, ocupam essa região que compreende o parte da Turquia (SSE), parte da Síria (NNE) e Iraque (N/NNE) e parte do Irão (SO).
Quadrado ou área ocupada actualmente pelos Curdos, antepassados dos Hurritas[12]

5- Hititas (1600-1200 a. C)

 Os Hititas fundaram um grandioso império que compreendeu, primeiro, a Anatólia Central (a actual Turquia), e, em segundo lugar, toda a Síria, estendendo-se, finalmente, ao império babilónico.
A sua capital parece ter sido Hatusa (hoje situada numa colina, ao lado da cidade de Bogazkale, a alguns quilómetros de Ankara) no centro da Ásia Menor para melhor poderem controlar as fronteiras do seu império.
Era uma sociedade muito avançada e deixou para a posteridade muitos textos escritos em língua indo-europeia que veio a dar origem a muitas línguas europeias. Os textos que chegaram até nós foram gravados em tabuinhas de argila, através da escrita hieroglífica e cuneiforme; são de género diversificado, ou seja: de história, política, legislação, literatura, etc.
Foram também bons guerreiros, utilizando o ferro na confecção de armas e os cavalos para puxar carros rodados, e para serem montados por guerreiros, sendo comandados por um rei que acumulava as funções de supremo juiz e de sumo-sacerdote.
A escrita era consignada em dois sistemas:
         o sistema hieroglífico, isto é: de carácter simbólico (considerado um enigma durante muitos anos, pois só veio a ser decifrado pela primeira vez por Champollion, em 1822) que se baseavam em representações pictográficas, consistindo, em perfeitos desenhos;
         e o sistema cuneiforme, assim chamado por ser exarado por meio de estiletes tripliformes, daí advindo a forma de cunha[13].
Mapa do Império Hitita[14]
Em meados do século XIII a.C., o império Hitita entrou em decadência, motivada pelos  golpes internos (problemas políticos)  e externos, provenientes dos “povos do mar”.  Em contraste com os Egípcios e os Mesopotâmicos, a divindade atribuída aos reis após a sua morte, não era apanágio dos Hititas. Por volta do ano de 1200 a.C., o rei hitita Mursilis, não pôde manter o domínio sobre Babilónia e veio a ser dominado pelos assírios que possuíam, então, um grande e organizado exército, caracterizado por um intenso treino e  uma especial táctica  militar[15].
Maqueta do Zigurate da Cidade Dur-Untash[16]

Legenda:
A. Edifícios restantes (Ruínas) e o muro interno
1 – Porta Meridional ou do Sul l
2 – Porta Sudeste ou Horta do Reino
3 – Porta oriental
4 – Porta do Nordeste
5 – Porta Norte
6 – Templo da rainha Napir Asu, 1350-1300 B.C [17]
7 – Templo de Kirirish
8 – Templo de Ishny Kerb
9 – Porta ocidental
10 – 3 quartos de oração

B. Restantes Ruínas dentro do muro central
11 – Templo quadrado oriental
12 –  Templo rectangular ocidental
13 – Casas residenciais
14 – Hishmitic e Rahouratir
15 – Nepertep
16 – Shimoot went Ally-Peynikir
17 – Porta do Sudoeste (shush gate)
18 – Porta de Nordeste
19 – Torre Noor Kiprat
20 – Porta de Sudeste (Reino proibido)

C. Restantes ruínas no Muro exterior
21 – Refinaria da Água reservada
22 – Sagrado Lugar de NOSKO
23 – Sepulcro sagrada da cave do Castelo
24 – 2 castelos
25 – Porta do Reino ou de Justiça

Restos do Zigurates Dur-Untash
Dur-Untash, ou Choqa Zanbil, construído no século XIII a.C. por Untash Napirisha
e localizado perto de Susa (Irão) é um dos mais preservados zigurates do mundo[18].

Tabuinha de Untash napiresh


Tradução em inglês:

I, Untash napiresh, built this holy place with golden, silver, green and black bricks, then, I gave them to Napirasha and Inshoushinak the gods of this holy place as a gift. Whoever destroys this place or its bricks, whoever steels the golden / silver, green and black coloured bricks, and takes them to another land shall be scared and frightened for the Gods of this place, Napirasha. Inshoushinak and kirirish will curse them and their ancestors, and underneath the sun they shall be destroyed [19].

Tradução em português

Eu, Untash napiresh, construí este sagrado lugar com ouro, prata, blocos verdes e negros, depois dei-o a Napirasha e Inshoushinak, as divindades deste sagrado Lugar, como presente. Quem quer que destrua este Lugar ou os seus blocos, quem quer que furte o ouro/prata, blocos verdes e negros, e os tome (leve) para outras terras será amaldiçoado e assombrado pelos deuses deste Lugar. Napirasha, Inshoushinak and kirirish amaldiçoá-lo-ão, assim como os seus antepassados e, sob o Sol, eles serão destruídos[20].
Untash-Napirisha foi Rei do Élam (hoje situado no Khuzestan, província do Irão) entre os anos 1275 – 1240 a.C. Era filho do rei Khumban-Numena; chamou-se, primeiramente, «'Untash-Khumban», mas mudou a segunda parte desse nome para Napirisha (nome Elamita que significava “Grande Deus”), ficando a chamar-se Untash-Napirisha. Ficou a ser conhecido na história como o construtor do grandioso complexo religioso que leva o nome de Dur Untasha ou Chogha Sanib que conseguiu sobreviver a todos as destruições, inclusive àquela que Assurbanípal infligiu em 640 a.C. Por esta razão há quem pense que ele tinha em mente criar uma nova religião[21].

6- Império Assírio (1200 a. C – 612 a.C.)


Os assírios habitavam a região, situada ao norte de Babilónia, e, por volta de 729 a.C., já tinham conquistado toda a Mesopotâmia. A sua capital, nos anos mais prósperos, foi Nínive, localizada numa região que hoje pertence ao Iraque[22].

Norte da Mesopotâmia

Algumas das técnicas utilizadas pelos Assírios para a manutenção do poder foram, não apenas o uso do saque sobre os povos conquistados, mas também a imposição do pagamento de tributos que deveriam reverter a favor do rei vencedor.

Nos séculos VIII e VII o Império Assírio não se contentou com a Mesopotâmia e estendeu os seus domínios à Síria, à Fenícia, à Palestina e ao Egipto[23].

Devido aos meios cruéis utilizados pelos seus militares, sobretudo no tempo de Assurbanípal, os povos subjugados revoltavam-se com frequência, enfraquecendo, pouco a pouco, o Império Assírio. Na sequência destas insurreições, os revoltosos ocuparam Nínive, em 626, e a criaram o 2º Império Babilónico, também conhecido pelo nome de Império Caldeu e Medo.

7- Império Caldeu e Medo ou 2º Império Babilónico (612 – 539 a.C.)

 Os principais povos que surgiram como inimigos dos Assírios foram os Caldeus que, aliados aos Medos, começaram a atacar e a destruir algumas cidades da Assíria.

Comandados por Nabopalassar (626 to 605 a.C. ou, segundo as Crónicas babilónicas entre os anos 615-609 a.C.), os caldeus e seus aliados, os Medos, consolidaram a independência de Babilónia, recreando o “Segundo Império de Babilónia” que atingiu o seu apogeu no tempo de Nabucodonosor (632 a. C.- 562 a.C.), filho de Nabopalassar.

Foi, pois, durante o governo de Nabucodonosor que as suas tropas subjugaram toda a Síria e toda a Palestina; foi sob este domínio que Jerusalém sofreu a destruição de 586 a. C., devido à qual os judeus foram levados cativos para Babilónia; foi neste período, também, que Babilónia se tornou o centro do mundo com os seus “Jardins suspensos” e os seus Zigurates (Torre de Babel); foi neste período que se desenvolveu o comércio caravaneiro entre a Índia e o Mediterrâneo.
Um aspecto do zigurate da cidade de Ur[24]
Pormenor da escadaria do Zigurate[25]
Zigurate moderno [26]
Este período áureo do 2º Império Babilónico enfraqueceria, também, como todos os outros impérios anteriores. O seu último suspiro seria lançado no ano em que as tropas persas, comandadas por Ciro I, entraram dentro das muralhas da cidade, em 539 a.C., substituindo-o e infligindo um rude golpe na civilização mesopotâmica e ofuscando a sua antiga glória.  

8- Recapitulando

 Para concluir este tema podemos relembrar os seguintes pontos:

1º- Já no VII Milénio as construções, onde existiam árvores, como no Norte, utilizavam a madeira e o barro amassado que a preenchia. O Livro do Génesis (cap. 6,14 a propósito da construção da Arca de Noé) refere-se a este tipo de construções. Onde abundavam as palmeiras foram utilizados e onde existia argila e o asfalto tanto no estado semi-sólido (betume) como no estado líquido (petróleo bruto) eram estes materiais utilizados no fabrico das habitações. O Génesis, cp. 11,3, refere que a Torre de Babel foi feita de tijolos em vez de pedras e de betume em vez de cal traçada. O petróleo bruto, por sua vez, era também utilizado nas lâmpadas domésticas, em vez do óleo.

2º- Relativamente ao clima havia diferenças muito grandes: no Norte o clima era temperado, enquanto no Sul era tropical[27].

Regiões produtoras dos metais utilizados pelos Mesopotâmicos[28]

3ºA arte da cerâmica ou do barro – barro cozido[29] – era utilizada na confecção não apenas de vasos, mas também de estatuetas e de colares, como se pode deduzir do colar de Choga-Mami, pertencente ao VI Milénio a.C.[30] que contém mais de 2200 contas.

4º- As comunidades campesinas, originalmente estabelecidas no sopé das montanhas do Norte, deixaram, no VI Milénio, a zona do sopé e espalharam-se pelos vales dos rios, vindo, finalmente, a estabelecer-se na planície propriamente dita Baixa Mesopotâmia.

5º- A fundição dos metais teve um grande desenvolvimento, mas estes, representados sobretudo pelo cobre, pela prata e pelo ouro não provinham do subsolo Mesopotâmico, mas sim do exterior, através de transacções comerciais.

9- Sucessão dos Impérios

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Mesopotamia

 10- Situação Política e Religiosa da Antiga Pérsia

10.1- A Pérsia Aquemênida (648 a.C.-330 a.C.)

O princípio do primeiro milénio a.C. testemunhou a segunda grande invasão do Planalto Iraniano por tribos indo-arianas, oriundas da Trnasoxiana e do Cáucaso entre os quais se encontravam os Medos e os Persas.
Os Persas encontram-se referidos na História através de uma datada do ano 844 a.C. que os identifica como  parsu (Parsuash, Parsumash), e localiza  na área vizinha ao Lago Urmia. São apresentados como agregaqdos ao grupo dos madai (medos). Enquanto os Parsus, sed estabeleceram no sul, em Parsa (actual província iraniana de Fars) e na cidade de Anshan, onde se diz que Teispes (reg. c. 675-640), filho de Aquémenes (semi-lendário, c. 700-675) teria fundado um novo reino, intitulando-se "rei da cidade de Anshan". A Teispes sucedeu Ciro I e Cambises I que foi pai de Ciro II, o Grande.
Império Persa[31]
Por seu lado, as tribos dos Medos foram unificadas por Ciáxaras que conquistou Nínive, capital da Assíria em 612 a.C.  Com a derrota definitiva dos Assírios em 610 a. C., os Medos ocuparam o Território que hoje é ocupado pelo Irão, pela Ásia Menor, Anatólia e Lídia e Babilónia após ter derrotado o rei Nabónido, em 538.
Os Medos, porém, derrotados, em 550 pelo Persa Ciro II que alargou as suas conquistas à cidade de Suasa, antiga capital do Reino Elamita, transferindo para esta cidade a capital do império persa.
A Ciro II sucedeu seu filho, Cambises II estendeu o império Persa ao Mediterrâneo, ao Indo e ao Egipto, vindo a atingir o seu auge territorial no reinado de Dário I que conquistou o Vale do Indo, a Leste e a Trácia, a Oeste. A sua ideia de conquistar a Grécia não sortiu efeito, pois foi derrotado na Batalha de Maratona, o mesmo acontecendo com deu filho Xerxes I na Batalha de Plateias, em 479 a.C.
Aconteceu, precisamente o contrário: Seria o Império Grego que derrotaria o Império Persa em 330 a.C. cujo poderia terminaria em 150 a.C. com a chegada dos Partos que, por sua vez seriam vencidos por Ardacher I, que se revoltou contra o governo imperial da Partia, e se tornou, em cerca de dois anos, Xá de um novo Império Persa, implantando a Dinastia Sassânida, em honra do seu bisavô Archer, considerando-se os verdadeiros sucessores de Dário e Ciro.
Tiveram inclusive a veleidade de declararem guerra aos Romanos, chegando a capturar o imperador romano Valeriano em 260 a.C. Mais tarde, seriam derrotados pelo Imperador Bizantino Heraclito (610-641 d.C.) na Mesopotâmia Setentrional, entre os anos 627, e reinou em glória até 641.
Entre 641 e 651 d.C. a Pérsia foi conquistada pelos árabes, integrando-a numa Província do primeiro do califado Omíada, passando a uma Província do califado Abássida, d.C. a partir de 750. Assim permaneceu a Pérsia (Irão) debaixo do poder das Dinastias Safávidas, Afsháridas e Qadjars desde 1501 a 1921, altura em que se deu a célebre Revolução Constitucional de 1905-1921, da qual procedeu a queda da Dinastia Qadjar, subindo ao poder Reza Pahlavi.
Este manteve-se no poder até 1941, data em que, devido à II Guerra Mundial, os Aliados Grã-Bretenha e União Soviética invadiram o Irão para assegurarem para si o recursos petrolíferos do rão, forçando o Xá Reza Pahlavi a abdicar do poder a favor do seu filho Mohammad Reza Pahlavi que consideravam mais favorável aos seus intentos.
Mas, em 1953, esses Aliados nacionalizaram da Companhia petrolífera Anglo.Americana estalando um conflito entre o Xá Mohammad Reza Pahlavi  e o Primeiro Ministro Mohammad Mossadegh que provocou a deposição e prisão deste último.
Em 1979, é a entrada na cena política de Aiatolá Khomeini que se vê apoiado pela maioria do povo. Depois da fuga do Xá, Procede a uma Revolução Religiosa extremamente conservadora, impondo um controlo político extremamente religioso, inspirado no Islamismo levado a um conservadorismo extremo e instaura uma República Islâmica, procurando levar essa revolução a todos os países não islâmicos.
Khamenei, que sucedeu a Khomeini, havendo um Órgão composto de 22 membros (clérigos, juristas, nomeados pelo Governo) que constitui o Conselho de Discernimento do Interesse Superior do Regime. Actualmente é presidido por Hashemi Rafaajani cuja principal função é a de arbitrar os conflitos surgidos entre o Parlamento e o Conselho dos Guardiães[32].

10.2- A Questão do Kuzestão (1980-1988)

O Kuzestão, a 15ª Província do Irão, é a área mais rica da região ocupada, tanto pelo Irão, como pelo Iraque, possuindo cerca de 90% da produção do petróleo, sendo daí que o Irão retira entre 80-90% da sua economia e entre 40-50% do orçamento do governo.
Kuzestão, a 15ª Província do Irão[33]

Esta província deu origem a uma guerra entre o Irão e o Iraque nos anos 1980-1988. O curioso é que ela teve por base questões políticas e territoriais que tencionavam anular o tratado de fronteiras que tinha sido negociado e assinado entre os dois países em 1975.

Maiores campos Petrolíferos do Irão
 Por meio deste acordo uma área de fronteira (de 518 km2) situada a norte do canal de Shatt-al-Arab ficava a pertencer ao Irão, em troca da garantia de que o Irão cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava pela independência.

O novo acordo, desejado pelo Iraque, pretendia:
  1. Fazer recuar a fronteira ao longo do canal Sahtt-al-Arab;
  2. Reaver as ilhas Kish, Jazireh-Qeshm, Abu Musa e Tunbs Maior e Menor, situadas no Estreito de Ormuz (tomado pelo Irão em 1971) as quais funcionavam e continuam a funcionar como plataformas de controlo do tráfego marítimo;
  3. Acabar com a autonomia das minorias dentro do próprio Irão.
"Canal Shatt-al-Arab" é o nome dado à continuação dos rios Tigris e Eufrates depois de se terem juntado perto da cidade de Al-Qurnah.

 "Canal Shatt-al-Arab"


  Ilhas do Estreito de Ormuz[34]


 Razão deste novo acordo: O Kuzestão é a área mais rica da região ocupada tanto pelo Irão como pelo Iraque, possuindo cerca de 90% da produção do petróleo, sendo daí que o Irão retira entre 80-90% da sua economia e entre 40-50% do orçamento do governo. E foi por causa desta riqueza que Saddam Hussein invadiu o Irão, em 1980.
A recusa por parte do Irão levou a que Saddam Hussein, presidente do Iraque, invadisse o Irão, no dia 22 de Setembro de 1980. 
 Os “grandes benfeitores da humanidade e os grandes bandeirantes das liberdade dos povos”, os Americanos, então liderados por Ronald Reagan, aproveitaram-se desse incidente para se colocarem ao lado de Saddam Hussein, presidente do Iraque que, já tinha por aliados a Arábia Saudita, enquanto o Irão não tinha mais do que a Síria e a Líbia do seu lado.
Só depois de terem morrido cerca de 1,5 milhão de pessoas e de serem destruídas muitas cidades, vilas e aldeias, é que se conseguiu negociar a paz, por intermédio do secretário-geral da ONU, Perez de Cuéllar. O cessar-fogo e o restabelecimento da paz tiveram lugar a 15 de Agosto de 1988.
Desde os tempos bíblicos até aos tempos recentes, nunca houve fronteiras que delimitassem os territórios que hoje pertencem ao Iraque e ao Irão. Por volta do ano 639 d. C., os árabes fizeram as suas primeiras incursões na área que hoje constitui o Kuzestão. Muito mais tarde, isto é, em 1441, os exércitos árabes investiram e venceram o Império Persa, ocupando essa zona do Kuzestão, vindo juntar-se a eles os árabes que já antes tinham migrado para a Mesopotâmia.

Os inícios dos tempos bíblicos podem ser colocados, pelo menos entre os anos 2.000 e 1.500 a. C., uma vez que os costumes nómadas que são atribuídos a Abraão datam desse tempo. Parece certo que as figuras e os costumes usados por Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacob, conforme estão narrados no Livro do Génesis podem muito bem situar-se nesse período.

Por outro lado, o Êxodo do Povo Hebreu que vivera no Egipto, pelo menos 400 anos, tem sido colocado cerca do ano 1300 (a. C.), enquanto a Monarquia, instituída na pessoa do primeiro Rei, Saúl é colocada cerca do ano 1020, ao qual sucedeu o grande Rei David, no ano 1004, reinando até ao ano 965, data em que lhe sucedeu o seu filho, Salomão (965-930). Após a morte de Salomão o Reino dividiu-se em dois reinos, o de seu filho Roboão, ao Sul, e o de um dos seus principais generais, Jeroboão, ao Norte.

Não admira, por conseguinte, que esta província iraniana, num total de 3.7 milhões habitantes numa área de 63,213 km2 (segundo o censo de 1996), constitua, actualmente, uma amálgama de grupos étnicos e, consequentemente, se tenha tornado uma fornalha em combustão de conflitos religiosos (cf. CIA World Factbook= Central Intelligence Agency)!

Grupos étnicos no Kuzestão e respectivas percentagens[35]

Em 2005 foi eleito Presidente do Irão Mahmoud Ahmadinejad[36] que foi reeleito em 2009, mantendo-se, hoje ainda, no poder.

11- Situação religiosas da Antiga Pérsia na última década

11.1- O Zoroastrismo

 chegou ao sudoeste do Irão durante o período de Aqueménides. Sendo bem aceite pelos governos locais, tornou-se um elemento definidor da cultura persa tanto sob o aspecto religioso como profano, influenciando-a com novos conceitos, como, como por exemplo, o livre arbítrio. A partir do século V a. C, esta religião foi elevada ao estatuto de Religião de Estado (de facto), alcançando, em breve, todos os cantos do império Aquemendita.
Segundo Heródoto (Ἡρόδοτος)[37] o Zoroastrismo não tem templos, nem altares e, muito menos imagens de deuses. Não oferecem sacrifícios ao sol, à lua, à terra, ao fogo, à água nem aos ventos.
Mais tarde, continua a explicação de Heródoto, passaram a cultuar Ucrânia, que eles importaram dos Árabes e dos Assírios. Para estes últimos esta deusa tinha o nome de Milita (Mylitta), enquanto entre os Persas o nome mais comum era o de "Anahita". O nome original entre os Gregos seria o de Mitra e, desde então, o trecho herodotiano foi explicado como uma confusão feita pelo autor entre Mitra e Anahita, o que se justifica uma vez que ambas essas divindades eram adoradas no mesmo templo……….
"Nenhuma oração ou oferenda pode ser feita sem a presença de um mago", isto é, um magupat (mobed, em persa moderno), um sacerdote zoroastrismo.
Estes magos pertenciam a uma casta hereditária de sacerdotes encontrada por todo o Irã ocidental, e embora não fossem originalmente associados a qualquer religião específica, eram responsáveis, tradicionalmente, por todos os serviços religiosos e rituais.
Foi a partir da confusão de Heródoto, entre mago e sacerdote, ocorrida no século V que o zoroastrismo passou a ser alvo de modificações doutrinais que são conhecidas nos dias de hoje como revogações dos ensinamentos originais do profeta Zoroastro.
Muitas das práticas rituais descritas pela Vendidad[38] do Avesta como, por exemplo, a exposição dos mortos) também já eram praticadas pelos magos do período de Heródoto. Notemos que o primeiro rei a mandar fazer imagens foi Artaxerexes II Mémnon. Uma vez que a Mesopotâmia se encontra, hoje, dividida entre o Iraque, Irão e Síria, vamos ver como vigora a situação religiosa nestes três países.

11.2- No Iraque

A partir das eleições de 2005 a composição étnico-religiosa do Iraque é apresentada diferentemente por duas fontes:

1) - Segundo alguns peritos teríamos os seguintes dados:
  • Etnia
    • Árabes: 75-80%
    • Curdos: 15-20%
    • Turcomanos iraquianos, Assírios: 5%
  • Religião
    • Muçulmanos: 97%
    • Cristãos e os outros: 3%
  • Subdivisões entre os muçulmanos
    • Sunitas: 32-37% (71-73% árabes, curdos e turcomanos: 29-27%)
    • Xiitas: 60-65% (maioritariamente árabes: 98-99%, curdos: 1-2%)
2) - Segundo um estudo de Al-Quds Press Research Center, baseado em Londres apresenta outros dados um tanto diferentes:
Etnia
    • Árabes: 82-84%
    • Curdos, Turcomanos, etc: 16-18%
  • Religião
    • Muçulmanos: 95-98%
    • Cristãos e os outros: 2-5% Turcomanos e Asuri
  • Subdivisões entre os muçulmanos
    • Xiitas: 65-70 (Árabes: 42-44%, Curdos e Turcomanos: 16-18%)
    • Sunitas: 30-35% (Árabes: 86-88%, Curdos e Tturcomanos: 2-4%)
Grupos religiosos e sua área de residência preponderante.

11.3- No Irão

Religião Muçulmana é a mais seguida.
Desta religião:
1.      90 a 94% pertencem ao ramo Xiita; estes, além de serem, na sua maioria, Xiitas Duodecimanos, formam a Religião Oficial do Estado;
2.      4 a 8%, pertencem ao ramo Sunita ao qual pertencem quase todos os Curdos;
Segundo a Constituição do Irão, são reconhecidas três minorias religiosas:
1.      Zoroastristas cuja religião remonta ao tempo do Império Sassânida e os quais perfazem, actualmente, o número de 32.000 aproximadamente;
2.      Judeus que remontam aos tempos do cativeiro de Babilónia, uma vez que depois de Ciro II lhes ter dado a liberdade, preferiram ficar, adoptado a cultura e língua persas; atingem o número de 45.000;
3.     Cristãos que, na prática, são perseguidos e atormentados, devido à terrível intolerância religiosa que vigora neste país que é acompanhada por terríveis actos desumanos. Na opinião de Adriana de Oliveira, Pastora na Igreja Baptista da Paz em Goiânia, num artigo publicado em Missões[39] em 26 de Março de 2012, a Igreja Cristã do Irão está a crescer, apesar das tentativas governamentais em travar ou reduzir  o seu avanço.
Segundo a mesma autora, no Natal de 2011, dezenas de cristãos foram presos pela polícia iraniana e, ao longo desse mesmo ano, as estimativas apontam para a prisão de “cerca de 70 cristãos”, permanecendo muitos deles desaparecidos. Os cristãos iranianos pertencem, de uma maneira geral, às igrejas Anglicana, Pentecostal, Presbiteriana, e Assembleia de Deus.

11.4- Na Síria

                Cf. Capítulo 22, nº 5.2.
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12- Bibliografia

 Obras que podem servir para futura investigação:

“A Mesopotâmia: a caminho da civilização” in Atlas de Arqueologia. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (pp. 98-101). Lisboa: Edições Zairol. LDA. Primeira edição em 1988 por Times Book Limited. Reimpresso e revisto em 1991.
Abdul Qadir al-Tekriti (1968). The Flint and Obsidian Implements of Tell es-Sawwan, Sumer, vol. 24, pp. 53–36.
Benham Abu Al-souf (1968). Tell es-Sawwan: Excavation of the Fourth Season (Spring 1967), Sumer, vol. 24, pp. 3-15.
Benham Abu Al-souf (1971).  Tell es-Sawwan: Fifth Seasons Excavations (Winter 1967, 1968), Sumer, vol. 27, pp. 3-7.
C. Breniquey (1992). Rapport sur deux campagnes de fouilles à Tell es-Sawwan, 1988-1989, Mesopotamia, vol. 27, pp. 5-30.
Donny George Youkana (1997). Tell Es-Sawwan: The Architecture of the Sixth Millennium BC, NABU.
F. el-Wailly and B. Abu es-Soof (1964). The Excavations at Tell es-Sawwan: First Preliminary Report (1964), Sumer , vol. 21, pp. 17-32, 1965.
F. Strika, Clay human figurines with applied decoration from Tell Es-Sawwan, Mesopotamia, vol. 33, pp. 7-21, 1998.
Ghanim Wahida (1966). Excavations at Tell es-Sawwan (Third Season) 1966, Sumer, vol. 23, pp. 167-178.
H Helbaek, Early Hassunan vegetable food at Tell es-Sawwan near Samarra, Sumer, vol.
Joan Oates (1966). The Baked Clay Figurines from Tell es-Sawwan, Iraq, vol. 28, no. 2, pp. 146-153.
Keith Flannery and Jane C. Wheeler, Animal Bones (1967). From Tell as-Sawwan Level III (Samaran Period), Sumer, vol. 23, pp. 179–182.
Khalid Ahmad Al-a'dami (1968). Excavations at Tell es-Sawwan (Second Season), Sumer, vol. 24, pp. 57-95,.
Lemaire, Paulin e Baldi, Donato (1964). Atlante Biblico: Storia e geografia della Bibbia. Roma: Marietti Editori Ltd.
Walid Yasin (1970). Excavation at Tell es-Sawwan - the Sixth Season (1969), Sumer, vol. 26, pp. 3-20.





[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Cordilheira_de_Zagros

[4] http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.uv.es/ivorra/Historia/Historia_Antigua/MediaLuna1.gif&imgrefurl=http://www.uv.es/ivorra/Historia/Historia_Antigua/civilizacion.htm&h=384&w=600&sz=27&tbnid=mEEXNW_kIFXBxM:&tbnh=86&tbnw=135&prev=/search%3Fq%3Dmontes%2Bzagros%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=montes+zagros&usg=__L8s0x-lYMyoYmEFXFIXfrLC570o=&hl=pt-PT&sa=X&ei=OtTxT8rUJsqo0QWm7aClDQ&ved=0CB8Q9QEwBQ

[5] http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Babilonia_de_Hammurabi-ES.svg?uselang=es.

[6] http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.redesc.ilce.edu.mx/redescolar/act_permanentes/faro/sobre%2520heroes%2520tumbas/images/creciente.jpg&imgrefurl=http://www.redesc.ilce.edu.mx/redescolar/act_permanentes/faro/sobre%2520heroes%2520tumbas/sesion1.htm&h=339&w=700&sz=51&tbnid=tt32FWF3apNKLM:&tbnh=68&tbnw=140&prev=/search%3Fq%3Dmontes%2Bzagros%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=montes+zagros&usg=__wIfq0h-Z1eiJUeOjpBdRIAyf1T0=&hl=pt-PT&sa=X&ei=ENbxT8_bMq6A0AW62fXuDQ&ved=0CBsQ9QEwAw.

[7] http://povosdaantiguidade.blogspot.pt/2010/08/cassitas.html



[10] http://pt.wikipedia.org/wiki/Hurritas

[11] http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Mitanni_map.png




[15] http://www.sohistoria.com.br/ef2/mesopotamia/p3.php


[17] 1350 - 1300 BC. Politically Influential Queen Napir Asu, Elam, Khuzistan
Wife of King Untash-Napirasha who built many great buildings and temples in the area including, the Choga Zanbil near Sush (Susa). Her well preserved and headless status was discovered at Susa and is currently at the Louvre Museum in Paris. She is dressed in the same outfit as the Elamite goddess Pinikir and very likely served and represented this divinity at the temple of Ninhursag where she was discovered.
Queen Napir Asu, 1350-1300 B.C.


[20] Tradução nossa a partir da versão inglesa.

[21] http://en.wikipedia.org/wiki/Untash-Napirisha

[23] Isto é, sob o Império de Sargão II (721 a.C. à 705 a.C.), de Senaqueribe (705-681 a.C. e de Assurbanípal (ca. 690-627 a.C., segundo http://pt.wikipedia.org/wiki/Assurbanipal ou (669-630/27 a.C., segundo http://www.infopedia.pt/$assurbanipal


Os Zigurates eram torres gigantescas, de várias plataformas sobrepostas, dos templos caldeus e babilónicos, semelhantes à Torre de Babel, referida na Bíblia. A sua invenção tem sido atribuída Sumérios

[26] http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0a/Ziggurat_budapest.jpg/200px-Ziggurat_budapest.jpg

[27]Lemaire, Paulin e Baldi, Donato (1964), pp. 22-23.

[28] http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Regs_productoras_de_metales_en_la_Edad_Antigua_en_Oriente_Medio.svg?uselang=es

[29] O termo “Cerâmica” procede do  grego κέραμος — "matéria-prima queimada).

[30] Atlas Arqueológico, 1994, p. 99.




[37] Nascido no século V a. C. (485? -420 a.C.) em Halicarnasso (hoje Bodrum, na Turquia).

[38] Vendidad é um dos livros do Avesta, que são textos sagrados do Zoroastrismo. A origem da palavra Vendidad encontra-se em Vi-daevo-dato, "lei contra os demónios". Escrito numa forma recente de avestano, a fixação do texto aconteceu entre o século III e IV d.C., embora o conteúdo seja anterior, possivelmente anterior a Zoroastro (cuja vida a investigação mais recente situa em geral em cerca de 1200-1000 a.C), tendo sido transmitido por via oral de geração em geração.
 <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vendidad>
 [39] http://www.revistaimpacto.com.br/a-atual-condicao-do-cristianismo-no-ira

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Capítulo 15 A Suméria e a invenção da Escrita (3500-1500 a.C.)



Conteúdo
. 9

1- Fundação das primeiras cidades na Mesopotâmia

 A partir do ano 3500 a.C. chegou à Baixa Mesopotâmia um povo, oriundo do planalto do Irão, que foi fixar-se maioritariamente na região chamada Caldeia da Mesopotâmia. Aqui, fundaram várias cidades-estado, sobressaindo sobretudo Ur, Uruk, Nippur, Lagash e Eridu, sobre as quais instituíram governos próprios e independentes.



A organização destas cidades possuía um centro económico, político e religioso que era revitalizado pelo Templo, podendo chamar-se um estado teocrático, onde o chefe mais poderoso era o sacerdote, cujo título dava por Patesi (Sumo sacerdote). Além da direcção religiosa, este acumulava o comando militar e a supervisão geral da economia, necessitando, para isso, de ser coadjuvado por funcionários religiosos e civis.

1.1- Estrutura das cidades

 A sua estrutura era singular. Tudo rodava à volta do templo, tido por morada dos deuses. Havia quatro ou cinco ruas principais (entre os Romanos chamadas cardinales), que partiam do templo em direcção ao exterior entre as quais se dispunham as ruas internas, como se pode ver na imagem que, a seguir, apresentamos:
Modelo de uma cidade suméria (sul do Iraque actual[1]
 2- Invenção da escrita
 

Inventaram e desenvolveram a escrita que pode ser definida como o sistema utilizador de sinais ou símbolos para exprimir as ideias humanas. Tal sistema sumério foi decifrado nos tempos modernos pelo alemão Georg Friendrich, em 1802. 

Segundo dados arqueológicos, as primeiras tabuinhas inscritas datam do IV nível de Uruk e apresentam “um sistema muito imperfeito”, vindo a adquirir uma maior perfeição “de descoberta, em descoberta” [2], vindo a ser  chamados “Pictogramas” por representarem a silhueta dos objectos ou de seres vivos[3].
Tabuinha com escrita cuneiforme (3500-1500 a.C.)[4]
 
2.1-  Evolução da escrita

A invenção da escrita teve os seus diversos e sucessivos avanços. Em primeiro lugar foi utilizada para, por meio dela ser posta em dia a contabilidade do palácio dos chefes políticos e religiosos, sendo em seguida utilizada, igualmente, no âmbito mais alargado do comércio e da agricultura.
Alfabeto sumério[5]
As nossas duas letras F e V possuem, no alfabeto sumério, um a grafia quase idêntica, como se pode notar neste quadro. Existe, no entanto, uma pequena diferença, pois a cunha inferior e horizontal do primeiro conjunto da letra F está mais abaixo do que na letra V.
 No intuito de poderem contabilizar e determinar tanto a quantidade e a natureza dos produtos armazenados e comercializados de acordo com a natureza, quanto o seu tamanho e sua qualidade, foi inventado o sistema de tokens[6] que eram peças ou tabuinhas de argila que tinham a função de determinar a quantidade e a natureza dos produtos recolhidos, armazenados e, sobretudo, comercializados.
 Mais tarde esses tokens passaram a ser utilizados em conjunto por meio de “uma bola de argila na qual esses itens eram armazenados “para indicar os elementos de uma transacção complexa separadamente”.
A escrita pictográfica e ideográfica só se desenvolveu no século IV a.C. na Suméria, e procurava desenhar a figura dos objectos ou dos seres que se desejavam representar, por exemplo: um peixe, um pássaro, ou um círculo para representar números, etc. Quando se desejava expressar uma ideia ou frase mais complexa como andar usava-se a figura de um pé, etc.

Num estágio mais aperfeiçoado a escrita da Mesopotâmica serviu-se de símbolos fonéticos e de determinativos como aconteceu com a escrita hieroglífica do Egipto que se desenvolveu mais tarde, cerca de 3000 a. C. 

 Nesta última civilização, por exemplo, passou-se dos simples desenhos (hieróglifos),  ao emprego de caracteres que vieram a ser  abreviados pelos escribas[7], de modo a constituírem a escrita hierática (sagrada) que assim foi chamada porque na altura ela era usada apenas pelos textos religiosos Por meio desta evolução e abreviação  cada sinal foi sendo reduzindo a alguns traços apenas, como se verifica a partir do exemplo que fornecemos.
Escrita egípcia inicial e a sua evolução no tempo
desde a forma hieroglífica até às formas hierática e Demótica[8]
 

A propósito desta evolução veja-se o texto seguinte: "A grande inovação do tempo é, sem dívida, a da escrita. As primeiras tabuinhas inscritas datam do nível IV de Uruk. Sendo a pedra rara, utiliza-se sobretudo a argila como suporte do texto. A escrita é ainda um sistema muito imperfeito que irá melhorando de descoberta em descoberta. Procura-se condensar-se numa pequena superfície um numero importante de signos que exprimem um pensamento. As tabuinhas desta época estão cobertas de pitctogramas que representam a silhueta dos objectos designados ou, mais geralmente, obedecem a uma simbólica que se encontra também na arte pictórica. A escrita, nos seus inícios, não procura reproduzir a flexão gramatical de uma frase ou de uma proposição, contentando-se com fixar na argila as palavras, os pontos essenciais da mensagem que se quer transmitir. Após alguns séculos de pesquisas, a descoberta do valor fonético do signo permitira transcrever de modo mais perfeito a língua falada. Ao mesmo tempo, como não é fácil desenhar, sem rebarbas, linhas curvas em argila, os escribas optam por quebrar os contornos dos desenhos e representar o signo pretendido por um conjunto de curtas incisões em forma de cunhas. O sistema torna-se cada vez mais abstracto. Assim nasceu a escrita cuneiforme" (Fonte: http://www.prehistoria.templodeapolo.net/textos.asp?Cod_conteudo=211&value=Defini%C3%A7%C3%A3o%20de%20Pr%C3%A9-Hist%C3%B3ria&t=Introdu%C3%A7%C3%A3o)

 2.3- Função da escrita 

A escrita foi, depois, utilizada em grande escala, para exarar textos sagrados, literários e jurídicos, utilizando-se estiletes de extremidade triangular, o que conferia aos sinais escritos a forma de cunha, dando, por isso, a esta escrita o nome de “cuneiforme”.Nos campos da agricultura e transportes, os Sumérios passaram do sistema de trenós, puxados por animais, ao sistema de veículos munidos de rodas, proporcionando uma grande revolução, tanto na agricultura, como nos transportes terrestres, tornando-os mais práticos, eficiente e rápidos no desenvolvimento do comércio com os povos vizinhos e costeiros do Mediterrâneo. Apesar de não haver concordância quanto ao tempo em que surgiu a invenção da roda, pois uns colocam-na 6000 a.C., enquanto outros a colocam mais tarde. O certo é que todos concordam em que ela surgiue foi encontrada na Mesopotâmia. De facto, consta que "a primeira indicação da figura de uma roda registrada numa placa de argila, auxiliando um meio de transporte humano foi na Suméria em 3.500 a.C. (http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_19/roda.html).

3- Código de Ur-Nammu (c. 2 050 a.C.) (o código anterior ao de Hamurabi


É usual falar-se do Código de Hamurabi como o mais antigo. De facto, como Documento mais completo, este é o mais antigo. Supostamente, Hamurabi nasceu por volta de 1810 ou 1792 a.C. e faleceu em 1750 a.C., tendo sido o sexto rei da primeira dinastia babilónica.Antes desse código famoso, porém, existiu um outro. Trata-se do Código de Ur-Nammu [9],assim chamado por ter sido escrito no período do rei Nammu, o fundador da terceira dinastia de Ur, datada de 2112-2095 a.C. ou, segundo outros, de 2100-2000, como se pode ver nos site <http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/highlight_objects/me/f/foundation_figure_of_ur-nammu.aspx>. Assim, consoante essas duas opiniões, a data que é sugerida para a confecção deste código seria, ou por volta dos anos 2111-2010, ou na década de 2050-2040.

Consta igualmente que este mesmo rei assumiu o poder absoluto e, inclusivamente, o título de divino.
Rei Nammu[10]

Este código é, pois, o mais antigo, até hoje conhecido, e consta de uma lista de de taxas, leis cerimoniais, procedimentos palacianos, leis para os litigantes e penas aplicadas às respectivas infracções. Tal lista bastante extensa, é um autêntico caminho aberto e preparado a futuros códigos legislativos mais aperfeiçoados.

3.1- Descoberta do código de Ur-Nammu

A primeira cópia deste código foi encontrada na cidade de Nippur, em dois fragmentos separados, tendo sido traduzida pelo assiriólogo e perito em língua e cultura sumérias, Samuel Noah Kramer, em 1952. Devido à sua parcial preservação, só pôde ser decifrado o prólogo e cinco das suas folhas. Dez anos depois, isto é, em 1965,  foi encontrado em Ur, um novo documento que, depois reconstituído puderam ser decifradas 40 das suas 57 leis. Mais tarde foi encontrada outra cópia na cidade de Sippar, contendo pequenas variantes das mesmas leis.

Estrela de Ur-Nammu[11]

3.2- Conteúdo do Código Ur-Nammu

Conteúdo do Código Ur-Nammu
Inglês
Português
Prólogo
"…After An and Enlil had turned over the Kingship of Ur to Nanna, at that time did Ur-Nammu, son born of Ninsun, for his beloved mother who bore him, in accordance with his principles of equity and truth... Then did Ur-Nammu the mighty warrior, king of Ur, king of Sumer and Akkad, by the might of Nanna, lord of the city, and in accordance with the true word of Utu, establish equity in the land; he banished malediction, violence and strife, and set the monthly Temple expenses at 90 gur of barley, 30 sheep, and 30 sila of butter. He fashioned the bronze sila-measure, standardized the one-mina weight, and standardized the stone weight of a shekel of silver in relation to one mina... The orphan was not delivered up to the rich man; the widow was not delivered up to the mighty man; the man of one shekel was not delivered up to the man of one mina."
«… Depois que Na e Enlil deram a realeza de Ur a Nanna, naquele tempo Ur-Nammu, filho de Ninsun, pela sua amada mãe que o deu à luz, de acordo com os seus princípios de equidade e verdade … Então fez Ur-Nammu o altíssimo guerreiro, Rei de Ur, Rei de Suméria e Acádia, pelo poder de Nanna, Senhor da cidade, e de acordo com a verdadeira palavra de Utu, estabeleceu equidade na terra; ele baniu a maldição, a violência e a fome e estabeleceu as despesas mensais do Templo em 90 "gur" de cevada (barley), 30 ovelhas e 30 “silas” de manteiga. Ele deu forma às medidas de sila de bronze, deu forma ao peso de uma mina e formalizou o peso da pedra em um shekel de prata em relação a uma mina. O órfão não foi entregue ao homem rico; a viúva não foi entregue aos poderosos; o homem de um só shekel não foi deixado à mercê do homem de uma mina”.

One mina ( 1/60 of a talent ) was made equal to 60 shekels ( 1 shekel = 11 grams)
Uma mina (1/60 de um talento) tornou-se igual a 60 shekels (1 shekel = 11 gramas).
Leis
Leis
Among the surviving laws are the following:
1. If a man commits a murder, that man must be killed.
2. If a man commits a robbery, he will be killed.
3. If a man commits a kidnapping, he is to be imprisoned and pay 15 shekels of silver.
4. If a slave marries a slave, and that slave is set free, he does not leave the household.
5. If a slave marries a native (i.e. free) person, he/she is to hand the firstborn son over to his owner.
6. If a man violates the right of another and deflowers the virgin wife of a young man, they shall kill that male.
7. If the wife of a man followed after another man and he slept with her, they shall slay that woman, but that male shall be set free. (§4 in some translations)
8. If a man proceeded by force, and deflowered the virgin slavewoman of another man, that man must pay five shekels of silver. (5)
9. If a man divorces his first-time wife, he shall pay her one mina of silver. (6)
10. If it is a (former) widow whom he divorces, he shall pay her half a mina of silver. (7)
11. If the man had slept with the widow without there having been any marriage contract, he need not pay any silver. (8)
13. If a man is accused of sorcery he must undergo ordeal by water; if he is proven innocent, his accuser must pay 3 shekels. (10)
14. If a man accused the wife of a man of adultery, and the river ordeal proved her innocent, then the man who had accused her must pay one-third of a mina of silver. (11)
15. If a prospective son-in-law enters the house of his prospective father-in-law, but his father-in-law later gives his daughter to another man, the father-in-law shall return to the rejected son-in-law twofold the amount of bridal presents he had brought. (12)
17. If a slave escapes from the city limits, and someone returns him, the owner shall pay two shekels to the one who returned him. (14)
18. If a man knocks out the eye of another man, he shall weigh out ½ a mina of silver. (15)
19. If a man has cut off another man’s foot, he is to pay ten shekels. (16)
20. If a man, in the course of a scuffle, smashed the limb of another man with a club, he shall pay one mina of silver. (17)
21. If someone severed the nose of another man with a copper knife, he must pay two-thirds of a mina of silver. (18)
22. If a man knocks out a tooth of another man, he shall pay two shekels of silver. (19)
24. [...] If he does not have a slave, he is to pay 10 shekels of silver. If he does not have silver, he is to give another thing that belongs to him. (21)
25. If a man’s slave-woman, comparing herself to her mistress, speaks insolently to her, her mouth shall be scoured with 1 quart of salt. (22)
28. If a man appeared as a witness, and was shown to be a perjurer, he must pay fifteen shekels of silver. (25)
29. If a man appears as a witness, but withdraws his oath, he must make payment, to the extent of the value in litigation of the case. (26)
30. If a man stealthily cultivates the field of another man and he raises a complaint, this is however to be rejected, and this man will lose his expenses. Ua
31. If a man flooded the field of a man with water, he shall measure out three kur of barley per iku of field. (28)
32. If a man had let an arable field to a(nother) man for cultivation, but he did not cultivate it, turning it into wasteland, he shall measure out three kur of barley per iku of field. (29).
Entre as leis que sobreviveram encontram-se as seguintes:
1. Se um homem cometer um homicídio, esse homem deve ser morto.
2. Se um homem cometer um furto, ele deve ser morto.
3. Se um homem cometer sequestro, esse homem deve ser preso e pagar 15 shekels de prata.
4 Se um escravo casar com uma escrava e esse escravo for libertado, ele não deve deixar a família.
5. Se um escravo casar com uma pessoa nativa (isto é. Livre), ele/ela deve dar o primogénito ao seu dono.
6. Se um homem violar o direito de outro homem ou desflorar a virgem de um jovem homem, devem matar esse homem violador.
7. Se a esposa de um homem seguir atrás de outro homem e este dormir com ela, eles devem matar a mulher, mas o homem deve ser libertado.
8. Se um homem for levado pela força e desflorar a virgem de um escravo de outro homem, este homem deve pagar cinco shekels de prata.
9. Se um homem se divorciar da sua primeira mulher, ele deve pagar-lhe uma mina de prata.
10. Se for uma antiga viúva da qual se divorcia ele deve pagar-lhe meia mina de prata.
11. Se um homem tiver dormido com uma viúva antes de terem casado, ele não é obrigado a pagar-lhe nenhuma prata.
12. ……….
13. Se um homem for acusado de feitiçaria ele deve sujeitar-se à prova da água (ordeal by water); se for provado ser inocente, o seu acusador deve pagar 3 shekels
14. Se um homem acusar de adultério a esposa de outro homem e for provado ser inocente, então o homem acusador deve pagar um terço de uma mina de prata.
15. Se um genro em perspectiva entrar na casa do seu sogro em perspectiva mas este sogro mais tarde lhe der a filha em casamento, o sogro deve repor ao genro rejeitado o dobro do que lhe tinha sido imposto como presente de casamento.
16. ………
17. Se um escravo foge e ultrapassar os limites da cidade e se alguém o devolver ao seu dono, este deve pagar dois shekels ao homem que lho trouxe.
18. Se um homem arrancar um olho a outro, ele deve pagar-lhe meia mina de prata.
19. Se um homem cortar a outro um pé, ele deve pagar-lhe dez shekels.
20. Se um homem, no decurso de uma rixa esmagar um membro de outro homem com um pau (ou moca), ele deve pagar-lhe uma mina de prata.
21. Se um homem ferir o nariz de outro homem com uma faca de bronze (copper knife), deve pagar-lhe dois terços de uma mina de prata.
22. Se um homem arrancar um dentre a outro deve pagar-lhe dois shekels de prata.
23. ………
24. Se ele não tiver um escravo, ele deve pagar 10 shekels de prata. Se ele não tiver prata ele tem de lhe dar outra coisa que lhe pertença.
25 Se uma escrava, comparando-se à sua senhora, a insultar, a sua boca deve ser punida com ¼ de sal.
26. ………
27. ……….
28. Se um homem se apresentar como testemunha e for provado perjuro, ele deve pagar 15 shekels de prata.
29. Se um homem se apresentar como testemunha e faltar ao seu juramento, ele deve pagar o equivalente ao valor gasto no caso do litígio.
30. Se um homem cultivar o terreno de outro e ele se queixar, este no entanto deve ser rejeitado e este homem deve perder as suas despesas.
31. Se um homem inundar com água o campo de outro, ele deve medir três kur de cevada) por iku do terreno.
32. Se um homem der o seu terreno a ser cultivado por outro, mas ele não o cultivar, deixando-o ao abandono e a tornar-se silvestre, ele deve medir três kur de cevada por iku do terreno.



Ur-Nammu (sentado) concedendo o governo a Ḫašḫamer, ensi of Iškun-Sin (impresso no Selo cilíndrico cerca do ano 2100 a. C. 2050)[12]

4- Hamurabi (1792 BC - 1750 a.C.)

Hamurabi[13], embora se suponham ter vivido entre 1810 a.C.-1750ª.C. foi o sexto rei da primeira dinastia de Babilónia entre os anos 1792-1750 a.C. Nos finais do seu reinado as sus decisões legais foram recolhidas e gravadas numa Estrela de diorite que foi colocada no Templo de Marduk em Babilónia, vindo a formar o código mais perfeito da antiguidade. O seu nome pode também ser encontrado nas transcrições como Hammu-rapi ou Khammurabi
Rei Hammurabi e um extracto do seu célebre código[14]
 Stella de Hammurabi[15]
Pedra Diorite16] natural e

   5- Bibliografia

Kramer, Samuel Noah. From the Tablets of Sumer: Twenty-Five Firsts in Man's Recorded History. Indian Hills: The Falcon's Wing Press, 1956.



 Referências

[1] http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0349
 [5] http://www.historia.templodeapolo.net/civ.asp?civ=Civilização%20Suméria#t
[6] Modernamente um token é um sistema de segurança bancária, significando  “passe” e remete aos dispositivos geradores de códigos aleatórios, necessários para aceder à uma, conta bancária através de uma senha individual. Sobre esta matéria leia: http://www.tecmundo.com.br/senha/3077-o-que-e-token-.htm#ixzz27ycQkIYS
[8]  http://www.fascinioegito.sh06.com/escrita.htm
[9] http://en.wikipedia.org/wiki/Code_of_Ur-Nammu
[10] http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.greatdreams.com/anunnaki/NAMMU-UR.jpg&imgrefurl=http://www.greatdreams.com/anunnaki/grandma-nammu.htm&h=340&w=439&sz=38&tbnid=Yyt6KGTJLKlQYM:&tbnh=90&tbnw=116&zoom=1&usg=__4iZ-qDqM2gb_b3qV4OCFn8Ma8ak=&docid=MBz9Wui63RD57M&sa=X&ei=9sBLUI-2FoyFhQfklIHQCQ&ved=0CD0Q9QEwBQ&dur=78
[11] Ibidem
[13] http://www.google.com/imgres?imgurl=http://geology.com/rocks/pictures/quartz-diorite.jpg&imgrefurl=http://geology.com/rocks/diorite.shtml&h=420&w=560&sz=50